domingo, 2 de setembro de 2018

DÉCIMA SÉTIMA SEÇÃO – SALMO 119:134

Salmo 119:134 – “Livra-me da opressão do homem, e guardarei os teus preceitos.” Aqueles que se acham sob a cruel influência da opressão humana, por vezes, percebem um arrefecimento de sua disposição em obedecer aos preceitos da Palavra de Deus. O salmista reconhece nesse versículo que sua obediência para com a Palavra de Deus é uma prática que decorre da libertação que Deus promove em sua vida. O princípio aqui revelado é bem específico: Deus nos liberta da opressão e nós abraçamos a obediência como uma forma de gratidão pela liberdade que Deus nos concedeu!
A. M. Cunha

domingo, 19 de agosto de 2018

DÉCIMA SÉTIMA SEÇÃO – SALMO 119:133

Salmo 119:133 – “Firma os meus passos na tua palavra, e não me domine iniquidade alguma.” O salmista reconhece que Deus, o autor da Palavra, é suficientemente poderoso para firmar os seus pés nos Mandamentos do Senhor. A expressão “Firma os meus passos na tua Palavra” equivale a dizer o seguinte: Que a Palavra de Deus exerça firme influência sobre a minha vida, de modo que os meus pensamentos, as minhas palavras e as minhas atitudes estejam pautadas nas orientações da Palavra de Deus. Por meio da expressão “e não me domine iniquidade alguma”, o salmista estava reconhecendo que um dos alvos da iniquidade era, e continua sendo, dominar a vida humana, tornando-se, portanto, num grave obstáculo para que a alma humana viva sob a influência da Palavra de Deus! Quando a alma humana firma-se em sua própria força, ela é dominada pela iniquidade, quando, porém, ela reconhece que o Senhor, e somente Ele, é a sua força, todos os seus passos estarão firmados na Palavra de Deus!
A. M. Cunha

terça-feira, 31 de julho de 2018

DÉCIMA SÉTIMA SEÇÃO – SALMO 119:132


Salmo 119:132 – “Volta-te para mim e tem piedade de mim, segundo costumas fazer aos que amam o teu nome.” Observe esse clamor do salmista. Essa súplica, num certo sentido, tem um duplo fundamento: [1] o primeiro fundamento tem origem no fato de que o salmista observava atentamente o modo como as pessoas a sua volta viviam; e [2] o segundo fundamento originava-se no diagnóstico que o salmista realizou com respeito ao que ocorre com as pessoas como consequência ao modo como elas viviam. Ele percebeu que algumas pessoas que amavam o nome do Senhor eram por Ele tratadas com graça e misericórdia. Ao olhar para a sua própria vida, o salmista percebia que o seu coração estava cheio de amor pelo nome do Senhor. A partir dessa conclusão, ele suplicou que Deus o tratasse do mesmo modo como tratava os que amavam o Seu nome!
A. M. Cunha

sábado, 21 de julho de 2018

DÉCIMA SÉTIMA SEÇÃO – SALMO 119:131

Salmo 119:131 – Abro a boca e aspiro, porque anelo os teus mandamentos. O vocábulo aspirar foi traduzido do hebraico שׂאפּ [sha'aph], que aqui possui o sentido de estar ofegante ou suspirar com desejo, ansiar por ou estar ávido por. A ideia que aqui se transmite não poderia ser mais direta, pois o salmista declara que sua alma deseja firmemente viver de acordo com as verdades contidas na Palavra de Deus. Assim como um faminto filhote de águia mantém-se ofegante e com os seus bicos abertos esperando receber o alimento de sua mãe, assim também o salmista colocava-se diante do Senhor com o coração aberto, desejoso por receber os ensinamentos divinos como alimento para a sua alma faminta.

A. M. Cunha

quarta-feira, 11 de julho de 2018

DÉCIMA SÉTIMA SEÇÃO – SALMO 119:130

Salmo 119:130 – “A revelação das tuas palavras esclarece e dá entendimento aos simples.” O vocábulo hebraico פֵּתַח [pā'·thakh], aqui traduzido como “revelação”, tem o sentido de abertura, desdobramento, entrada ou porta. Não se trata aqui de meramente conhecer algo acerca das Escrituras, mas o texto faz alusão a uma profunda mudança provocada pela entrada das verdades da Palavra de Deus no coração humano. É como se o salmista afirmasse que a entrada da Escritura no coração humano promove o esclarecimento e o entendimento que a alma humana necessita para viver de modo que Deus seja glorificado.
A. M. Cunha

quinta-feira, 28 de junho de 2018

DÉCIMA SÉTIMA SEÇÃO – SALMO 119:129

Salmo 119:129 – “Admiráveis são os teus testemunhos; por isso, a minha alma os observa.” O vocábulo פֶּלֶא [pele’], traduzido como “admiráveis”, também é utilizado para descrever as maravilhas que Deus realizou na terra do Egito, como é o caso do Salmo 78:12. A Palavra de Deus pode ser claramente percebida como a origem dos feitos poderosos que Ele realiza. Sem dúvida, esta realidade desperta admiração naqueles que O temem! As palavras do Salmista descritas neste Salmo são uma demonstração de que, quanto mais o coração humano admira a Palavra de Deus, tanto mais obediente ele será aos Decretos divinos.
A. M. Cunha


segunda-feira, 19 de março de 2018

DÉCIMA SEXTA SEÇÃO – SALMO 119:128


Salmo 119:128 – “Por isso, tenho por, em tudo, retos os teus preceitos todos e aborreço todo caminho de falsidade.” Há no coração daqueles que temem ao Senhor, como é o caso do salmista, uma especial inclinação que os faz perceber que os mandamentos divinos são a mais singular expressão de retidão que os olhos humanos podem contemplar. Ao mesmo tempo em que contempla a retidão dos mandamentos divinos, o salmista está profundamente comprometido em aborrecer o caminho da falsidade. Não há espaço para a falsidade no coração daquele que entregou sua vida aos cuidados dos retos mandamentos de Deus. Em essência, o salmista diz o seguinte: Eu não permito que minha vida seja orientada pelos enganosos caminhos da falsidade, pois o que dirige a minha vida são os retos mandamentos divinos. A expressão “tenho por, em tudo, retos os teus preceitos todos” sugere que o salmista reconhece que “todos” os mandamentos divinos estão acima de tudo. Por isso sua obediência é incondicional!
A. M. Cunha