domingo, 26 de janeiro de 2020

QUANDO ORAR NÃO SERÁ SUFICIENTE


Quando orar não será suficiente? Este é um questionamento que deve ser cuidadosamente respondido, ainda que com poucas palavras. Orar não será suficiente quando aquele que ora não vigia quando a Escritura também requer vigilância. Orar não será suficiente quando aquele que ora não experimenta mudança, mas apenas ora esperando que os outros mudem. Orar não será suficiente quando aquele que ora suplica a ação divina, sem praticar a ação que é necessária naquilo em que Deus exige que ele aja. Orar não será suficiente quando aquele que ora pede algo que não está conforme a vontade de Deus. Orar não será suficiente quando aquele que ora faz súplicas apenas para se esbanjar nos seus próprios prazeres. Em tais situações, conquanto a oração não seja suficiente, não significa dizer que ela é dispensável! A oração é uma disciplina cristã indispensável para todo aquele que se propõe seguir a Cristo! Sejamos, no entanto, cuidadosos para que as nossas orações não se tornem orações insuficientes, por insistirmos em apenas orar quando as Escrituras exigem que nós pratiquemos algo mais além de apenas orarmos.
A. M. Cunha

sábado, 25 de janeiro de 2020

REFLETINDO PARA ORAR: FILIPENSES 2:2-3 – PARTE 4


A segunda conduta que intensifica a alegria no povo de Deus é a unidade de amor. O apóstolo, ao ordenar “tenhais o mesmo amor”, faz uso do vocábulo grego ἀγάπη [ágape] para designar a mais elevada expressão de amor. Em sua primeira carta aos Coríntios, ele assim conceitua o amor: “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba”.

Um amor tão elevado assim não pode ter origem humana. Sua origem é divina, suprema e celestial! Conquanto seja tão elevado e sublime, este amor graciosamente toca a história humana e escreve biografias inesquecíveis entre os filhos de Deus, pois as Escrituras afirmam que “o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” [Romanos 5:5]. Por ser divino, supremo e celestial, este amor é imutável e absolutamente estável, qualquer que seja a situação que o envolva! O amor humano, por outro lado, é diferente de pessoa para pessoa, tendo diferentes nuances, perspectivas, matizes e intensidade.

No que se refere à unidade de amor ordenada pelo apóstolo Paulo, não se deve perder de vista o fato de que é a comunidade dos filhos de Deus, e não apenas um indivíduo, que está sendo chamada a experimentar e viver no mesmo amor. Quando o amor divino é experimentado no contexto comunitário os filhos de Deus desfrutarão de uma gloriosa intensificação nos níveis de alegria, pois haverá extraordinário equilíbrio e perfeita cooperação entre os filhos de Deus que vivem sob a regência do amor de Deus!
A. M. Cunha

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

O ESTADO CELESTIAL


O estado celestial concederá aos que creram em Cristo a dádiva de somente ter chorado antes, pois no estado celestial não se chora, jamais! Nem mesmo lembrança do choro haverá. Como é que se poderia lembrar daquilo que não mais existe?

O estado celestial concederá aos que creram em Cristo a dádiva de somente ter tido qualquer experiência com a morte antes, pois no estado celestial não se morre, jamais! Nem mesmo lembrança da morte haverá. Como é que se poderia lembrar daquilo que não mais existe?

O estado celestial concederá aos que creram em Cristo a dádiva de somente ter sentido dor antes, pois no estado celestial não se sente dor, jamais! Nem mesmo lembrança da dor haverá. Como é que se poderia lembrar daquilo que não mais existe?

O estado celestial concederá aos que creram em Cristo a dádiva de somente ter sido imperfeito antes, pois no estado celestial não se é imperfeito, jamais! Nem mesmo lembrança da imperfeição haverá. Como é que se poderia lembrar daquilo que não mais existe?
A. M. Cunha

“Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.
1 João 3:2

“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.
Apocalipse 21:4

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

REFLETINDO PARA ORAR: FILIPENSES 2:2-3 – PARTE 3


As condutas que intensificam a alegria no povo de Deus, como vimos, possuem uma dupla perspectiva: Em primeiro lugar, são caracterizadas pela unidade e, em segundo lugar, devem ser vivenciadas no contexto da vida comunitária. A primeira dessas condutas é a unidade de pensamento. O apóstolo Paulo diz “completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa [Filipenses 2:2]. A unidade de pensamento no contexto de uma comunidade cristã somente será possível se, e somente se, tal pensamento tiver origem em Deus. Isto se deve ao fato de que é peculiar à natureza humana tentar fazer prevalecer o pensamento de determinado indivíduo, que, por vezes, é mau [Jeremias 4:14] e cheio de iniquidade [Isaías 59:7], em detrimento do pensamento dos demais. Se o padrão para a unidade de pensamento for o próprio homem, haverá, sem sombra de dúvidas, uma guerra de pensamentos travada entre os membros dessa comunidade, o que, por fim, causará graves lesões para o implemento e a manutenção da unidade de pensamento.

É por isso que afirmamos que a unidade de pensamento requer um pensamento superior para que os pensamentos da comunidade sejam adequadamente orientados, conduzidos e direcionados. Somente Deus é possuidor de pensamentos dotados de superioridade, perfeição e plenitude e, por conseguinte, capazes de reger os rumos e o ritmo da vida comunitária. Deus é o outro absolutamente superior, cujos pensamentos, cheios de amor, graça e misericórdia, regem com excelência a vida de uma comunidade! Os pensamentos de Deus são mais altos que os pensamentos de qualquer ser humano [Isaías 55:9], consequentemente, são os únicos pensamentos capazes de conferir unidade à vida comunitária, sendo esta, portanto, uma das razões pelas quais os seus membros devem viver em absoluta e irrestrita sujeição aos pensamentos divinos!

Portanto, os membros de uma comunidade experimentarão uma indescritível alegria quando os seus pensamentos estiverem sob a regência dos pensamentos divinos, os quais são profundos [Salmos 92:5], preciosos [Salmos 139:17], mais elevados [Isaías 55:9] e cheios de paz [Jeremias 29:11]. Os pensamentos de Deus, por serem superiores, perfeitos e plenos, devem, podem e estão perfeitamente habilitados para reger os rumos da vida em comunidade!
A. M. Cunha

ORAÇÃO:
Senhor, meu Deus, faça-me honrar os Teus pensamentos! Ajuda-me a entender que a unidade de pensamento, que alimentará e intensificará a verdadeira alegria no Teu povo, é aquela que tem origem nos Teus pensamentos! Que não haja em mim apego egoísta aos meus pensamentos, mas devoção e absoluta entrega aos Teus pensamentos que são superiores, perfeitos e plenos!
A. M. Cunha

sábado, 18 de janeiro de 2020

A PROFECIA DO APÓSTOLO PAULO SOBRE OS ÚLTIMOS DIAS E A GLÓRIA DO SENHOR

A Bíblia não nos deixou no escuro quanto às características sociais dos tempos do fim. O apóstolo Paulo, numa profunda, acurada e realista percepção profética anunciou que “nos últimos dias [...] os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder” [2 Timóteo 3:1-5].

​O profeta Habacuque séculos antes havia dito: “Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” [Habacuque 2:14]. Os ambientes caracterizados pela oração e pela fiel obediência aos ritmos de adoração estabelecidos por Deus são profundamente visitados pela presença do Glória do Senhor! É isto o que constatamos quando lemos 2 Crônicas 7:1, que no diz: “Tendo Salomão acabado de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do Senhor encheu a casa”. No entanto, a profecia de Habacuque não faz referência apenas a tais ambientes, pois o profeta diz: “a terra se encherá [...] da glória do Senhor”!

Quando nossos olhos se voltam para a profecia do apóstolo Paulo, conforme registrada em 2 Timóteo 3:1-5, surge diante de nós os seguintes questionamentos: Onde está a Glória do Senhor no ambiente repleto de egoísmo, avareza, jactância, arrogância, blasfêmia, desobediência, ingratidão, irreverência, calúnia, intemperança, crueldade, traição, atrevimento, pedantismo? Como é possível vê-la onde não se vê afeição, limites e prática do bem? Como ela pode se tornar perceptível quando tudo o que se vê é hedonismo, inimizade contra Deus e falsa piedade?

Porém, a Glória do Senhor possui uma dupla manifestação. É possível vê-la como manifestação de Graça e Misericórdia e é possível contemplá-la como manifestação do juízo divino. O profeta Isaías mencionou essa dupla manifestação do Glória do Senhor fazendo referência ao “ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus” [Isaías 61:2]. O ano aceitável do Senhor é uma descrição da Glória do Senhor como uma manifestação de Graça e Misericórdia. O dia da vingança do nosso Deus, por outro lado, é uma descrição da Glória do Senhor como uma manifestação do juízo divino.

O ápice terreno da manifestação da Glória do Senhor ocorrerá quando todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra se dobrarem diante do nome de Jesus Cristo e toda língua confessar que Ele é Senhor, para glória de Deus Pai [Filipenses 2:10-11]. Nesse dia a Glória de Deus será manifestada como Graça e Misericórdia para os que creem e como juízo divino para os que não creem, de modo que “a terra se encherá [...] da glória do Senhor”!
A. M. Cunha

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

REFLETINDO PARA ORAR: FILIPENSES 2:2-3 – PARTE 2


Já vimos que o apóstolo Paulo, no texto de Filipenses 2:2-3, exercendo sua autoridade apostólica, ordenou aos filipenses que completassem a sua alegria. Concluímos nosso último post apresentando a tese de que o conteúdo destes dois versículos constitui o que podemos denominar de condutas comunitárias que intensificam a alegria.

Antes, porém, de abordarmos cada uma destas condutas comunitárias, é oportuno que se destaque que o norte hermenêutico [um importante caminho para interpretar], necessário à adequada compreensão do texto de Filipenses 2:2-3, está vinculado à palavra “unidade”, que implicitamente está presente em todo o texto, como se pode observar nas seguintes expressões: “mesma coisa”, “mesmo amor”, “unidos de alma” e “mesmo sentimento”. A unidade é um conceito bíblico crucial no cristianismo, a ponto de a Escritura indicar que a ela está vinculada ao Espírito, porque Dele se origina [Efésios 4:3] e à fé, porque a ela se refere [Efésios 4:13]. Por isso é possível afirmar que o Espírito Santo é a origem da unidade da fé.

Outro importante ponto que merece ser aqui destacado, é o fato de que a ordem do apóstolo Paulo indicava que a complementação da sua alegria somente poderia ser cumprida no contexto da vida comunitária dos filhos de Deus. É o que se conclui, por exemplo, do uso que o apóstolo faz dos seguintes vocábulos e expressões: “penseis”, “tenhais”, “sejais”, “Nada façais” e “considerando cada um os outros”. Estes vocábulos e expressões, por estarem no plural, pressupõem a vida em comunidade do povo de Deus. Assim, quando a igreja desfruta de uma profunda qualidade em sua vida comunitária, a alegria dos seus membros será intensificada e esta comunidade poderá ser conhecida como a comunidade da alegria!
A. M. Cunha


ORAÇÃO:

Senhor Jesus, desperta em nós o desejo de vivermos em unidade. Faz-nos entender que unidade tem sua origem no Teu Espírito, pois, por mais que vivamos em unidade, ela não é nossa, mas é a unidade do Espírito. Desperta-nos para um maior comprometimento na vida em comunidade, pois quanto maior for a qualidade de nossa vida corporativa, maior será a alegria que desfrutaremos como povo de Deus!
A. M. Cunha