sábado, 22 de outubro de 2016

PRIMEIRA SEÇÃO - SALMO 119:2-3

Salmo 119:2 – “Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo o coração”. A busca por Deus é uma expressão da obediência. Não apenas devemos buscar o coração de Deus, mas devemos fazê-lo com todo o coração. Não pode meramente ser uma busca descomprometida. Ao contrário, devemos empreendê-la com intensidade e com todas as nossas forças. Este versículo revela que a obediência é uma forma de demonstrar que o coração está totalmente comprometido em buscar o Senhor. Não é demais afirmar que a obediência revela o interior do coração humano. A bem-aventurança é definida aqui como sendo um privilégio daqueles que guardam os mandamentos divinos e O buscam de todo o coração!

Salmo 119:3 – “não praticam iniquidade e andam nos seus caminhos”. A expressão “guardam as suas prescrições”, contida no versículo 2, é uma firme referência à obediência que os filhos de Deus devem perseguir. A bem-aventurança ali descrita é agora melhor delineada pelo salmista. Aqui, no versículo 3, a bem-aventurada obediência está abordada sob a perspectiva de ações e omissões: a) A omissão pode ser vista na expressão “não praticam” e a ação, por sua vez, pode ser vista no vocábulo “andam”. E não é assim mesmo que acontece: demonstramos nossa obediência quando praticamos algo [ação] e quando nos abstemos de praticar algo [omissão], tudo em conformidade com uma ordem que nos foi dada? Portanto, de acordo com esta porção das Escrituras, a obediência é capaz de provocar ações e omissões. Nossas ações e omissões são uma forma de honrarmos a Deus. Quando andamos nos caminhos do Senhor nós O honramos com nossas ações e, de outro modo, quando nos abstemos de praticar a iniquidade, nós O honramos com nossas omissões.
A. M. Cunha

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

PRIMEIRA SEÇÃO - SALMO 119:1

“[1] Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do Senhor. [2] Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo o coração; [3] não praticam iniquidade e andam nos seus caminhos. [4] Tu ordenaste os teus mandamentos, para que os cumpramos à risca. [5] Tomara sejam firmes os meus passos, para que eu observe os teus preceitos. [6] Então, não terei de que me envergonhar, quando considerar em todos os teus mandamentos. [7] Render-te-ei graças com integridade de coração, quando tiver aprendido os teus retos juízos. [8] Cumprirei os teus decretos; não me desampares jamais.”
O salmista, nos versículos de 1 a 8 desta seção, apresenta 7 títulos diferentes para descrever a Palavra de Deus: [a] Lei do Senhor, [b] prescrições, [c] caminhos, [d] mandamentos, [e] preceitos, [f] retos juízos e [g] decretos. Estes títulos são repetidos ao longo de todo este Salmo. Nossa proposta, tanto para esta seção quanto para as demais, é proporcionar uma análise devocional de alguns dos versículos que as compõem.

Salmo 119:1 – “Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do Senhor”A obediência deve ser uma permanente característica dos filhos de Deus. Há uma maravilhosa promessa neste versículo: Os que andam de acordo com a lei do Senhor e, portanto, tornam-se irrepreensíveis no seu caminho, são bem-aventurados! Assim, de acordo com esta promessa, quanto mais a jornada espiritual dos filhos de Deus for caracterizada pela obediência aos mandamentos divinos, tanto mais sua conduta será irrepreensível e tanto mais bem-aventurados serão!

A. M. Cunha

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O FAVOR DE DEUS


“[1] Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto; [2] para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação.”

Salmo 67:1-2

O salmista clama pela graça de Deus, pela benção divina e pela iluminação celestial. É possível perceber que esta súplica refere-se a um tríplice alinhamento.

[1] Em sua súplica pela “graça de Deus”, o salmista pretende manter-se alinhado com o próprio Deus, pois a graça divina estabelece uma conexão entre o doador da graça, Deus, e aquele que a recebe, o salmista. Este alinhamento relaciona-se com o que Deus é;

[2] Em sua súplica pela benção divina, o salmista pretende manter-se alinhado com as bênçãos de Deus, ou seja, ele busca manter-se conectado com os feitos divinos. Este alinhamento relaciona-se com o que Deus faz.

[3] Em sua súplica por ver resplandecer sobre si o rosto do Senhor, o salmista pretende manter-se alinhado com a capacidade de refletir o esplendor de Deus. A palavra resplandecer significa exatamente refletir o esplendor de algo ou alguém. Este alinhamento relaciona-se com a capacidade de o salmista refletir em sua vida o esplendor de Deus, em outras palavras, ele refletirá o que Deus é e o que Deus faz.

Este Salmo, porém, não possui apenas estas três súplicas, mas ele nos apresenta o propósito pelo qual o salmista eleva aos céus o seu clamor. Observe o que o salmista diz: “para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação”. O propósito não é o desfrute do salmista, mas ele deseja expandir para o outro, a “terra [...] todas as nações”, tudo o que ele desfruta em Deus. Ele não deseja apenas ser tocado por Deus, mas deseja ser como que o braço de Deus para tocar as nações! E para que isto seja possível, ele clama pela graça de Deus, pela benção divina e pela iluminação celestial.

A. M. Cunha

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

SÉRIE REFLEXÕES NO SALMO 119 - INTRODUÇÃO

Quem nunca disse ou escutou a expressão “só estou dando uma olhadinha”? Os vendedores das lojas de departamento que o digam! O Salmo 119, por sua extensão, pode provocar a síndrome do “só estou dando uma olhadinha”. Não raro os cristãos, ao se depararem com este Salmo, contentam-se em apenas “darem uma olhadinha” para alguns dos seus versículos, sem, contudo realizarem uma leitura aprofundada em todos os seus 176 versículos.
O Salmo 119 é o mais longo capítulo da Bíblia. Composto de 176 versículos, os quais estão divididos em 22 seções com 8 versículos cada. O alfabeto hebraico está contemplado em cada uma destas seções, que formam um dos mais belos acrósticos da literatura judaica. Cada seção homenageia uma letra do alfabeto hebraico, de modo que cada um dos versículos de cada seção começa com a mesma letra do alfabeto hebraico. Assim, ao longo das 22 seções, todo o alfabeto hebraico está contemplado neste Salmo singular. O salmista reuniu 176 versículos em torno de um único tema: A Palavra de Deus! Vários são os substantivos utilizados para referir-se à Palavra de Deus: Lei, Testemunho, Estatuto, Mandamento, Juízo, Palavra, Preceito e Caminho.

“Prostrar-me-ei para o teu santo templo e louvarei o teu nome, por causa da tua misericórdia e da tua verdade, pois magnificaste acima de tudo o teu nome e a tua palavra”
Salmo 138:2

Esta série pretende identificar as preciosas orientações que os versículos deste Salmo lançam diante dos cristãos. Em sua proposta, esta série, conquanto aborde todos os 176 versículos deste Salmo, não pretende apresentar uma análise muito aprofundada de todos os versículos que compõem este Salmo. Não se trata, portanto, de uma análise exegética, mas de uma abundante descrição devocional para os filhos de Deus. Que as postagens desta série proporcionem elevação para a alma dos seus leitores!
Em Cristo!

A. M. Cunha

sábado, 15 de outubro de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [15]

“... pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!”
Mateus 6:13

Que maravilhoso desfecho desta tão extraordinária oração! Pedimos o que pedimos em função do Reino que é eternamente Dele. É possível ter e desfrutar de tudo o que pedimos, pois é somente pelo poder Dele que a esfera terrena é inundada e influenciada por tudo aquilo que é inerente à esfera celestial. Pedimos o que pedimos, e pela fé podemos desfrutar de tudo o que pedimos, não apenas para o nosso deleite, mas absoluta e vibrantemente para a glória Dele! Por isso se diz: "pois teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém!"
A. M. Cunha

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [14]

“... mas livra-nos do mal ...” [Mateus 6:13]

Na conhecida oração sacerdotal o Senhor Jesus proferiu as seguintes palavras: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal.” [João 17:15]. Assim, nesta oração praticada pelo Senhor Jesus, Ele orou: “que os guardes do mal”. Observe a semelhança com as seguintes palavras contidas na oração dos filhos: “e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal” [Mateus 6:13]. Assim, na oração ensinada pelo Senhor Jesus, Ele ordenou que os Seus discípulos orassem: “livra-nos do mal”. Desta forma, podemos ver que o Senhor Jesus Cristo pratica o que ensina. O conteúdo desta oração não é por uma mera libertação das consequências do mal, mas por uma libertação das garras do próprio mal. Quão profunda é esta oração!

A. M. Cunha

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [13]

“ ... e não nos deixes cair em tentação ...” [Mateus 6:13]

O vocábulo originalmente utilizado pela Escritura e que foi traduzido para a língua portuguesa como “cair”, significa literalmente “trazer para dentro, introduzir”. Esta, porém, não é uma queda qualquer! Observe o complemento: “em tentação”. Esta palavra, “tentação”, originalmente significa “sedução ao pecado, seja originada pelos desejos ou pelas circunstâncias externas”. O alvo do clamor contido nesta oração é por livramento! A tentação sempre baterá à porta de nosso coração. O livramento, porém, impedirá que cedamos à tentação, pois se o fizermos, seremos introduzidos na realidade da prática do pecado. Qual a gravidade disto? O apóstolo Tiago já nos havia esclarecido: “cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.” [Tiago 1:14-15].


A. M. Cunha