quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

O AMOR DE CRISTO NOS CONSTRANGE A CRESCER E AMADURECER


“Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram”
2 Coríntios 5:14

Não nos parece razoável que o apóstolo Paulo, ao fazer uso da expressão “o amor de Cristo nos constrange”, tenha pretendido dizer que Cristo nos impõe uma vergonha tal a ponto de nos constranger. A Escritura afirma que aqueles que cometem abominação serão envergonhados [Jeremias 6:15]. O amor de Cristo, no entanto, não nos envergonha! Aquilo que produz vergonha não evidencia o amor, pois no “amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo” [1 João 4:17].

O vocábulo grego, συνέχω [sunecho] tem sido usado para designar algo que comprime, que pressiona por todos os lados, ou ainda, para descrever um estreito que força um navio a seguir um curso através de um determinado canal. Portanto, parece-nos razoável que o constrangimento aqui abordado refira-se à capacidade que o amor de Cristo tem de nos impulsionar para uma direção que cooperará para o nosso bem e glorificará a Deus! Não há amor naquilo que envergonha, mas, aquilo que promove o crescimento e impulsiona o amadurecimento é uma extraordinária manifestação de amor!
A. M. Cunha

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

O PODER, O AMOR E A MODERAÇÃO DEVEM ESTAR ALINHADOS COM O PROPÓSITO DE DEUS


“Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação”
2 Timóteo 1:7

Há um espírito de poder, de amor e de moderação que nos foi concedido! Nós o recebemos, não das mãos de homens, mas das mãos do poderoso e eterno Deus! Nós o possuímos, não porque o tenhamos conquistado ou merecido! Este espírito é uma dádiva que graciosamente nos foi oferecida por Deus! A esse respeito o apóstolo Tiago afirmou: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes” [Tiago 1:17]!

Poder, amor e moderação, que palavras extraordinárias! Permitam-me abraçá-las e gentilmente dançar ao som do frescor por elas emanado: O poder sem amor deve ser moderado, pois não há amor no poder sem moderação. O amor, por outro lado, é um poder que nunca deve ser moderado, pois não há poder quando o amor é moderado. O amor é manifestado quando o poder é moderado, na mesma medida em que a moderação do amor enfraquece o poder. O poder, o amor e a moderação serão dádivas gloriosamente transformadoras quando a sua prática estiver alinhada com o propósito estabelecido por Deus.
A. M. Cunha

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

DEUS, CONQUANTO SEJA ÍNTIMO E PESSOAL, ESTA INTIMAMENTE COMPROMETIDO COM A COLETIVIDADE DO SEU POVO

“Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus. Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens. Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite”
Salmo 90:1-4

O salmista declara: “Senhor, tu tens sido o nosso refúgio” [Salmo 90:1]. Observemos o caráter corporativo desta declaração! O salmista não está a reconhecer o Senhor unicamente como seu pessoal e particular refúgio! Ao contrário, ele o faz enfaticamente conectado à coletividade do povo de Deus! Tal reconhecimento é fruto de uma cuidadosa interpretação da história do povo de Deus. O salmista, portanto, conhecendo a história dos israelitas, nela identificou muitos sinais da ação divina como refúgio para o Seu povo! Em outras palavras, Deus sempre esteve agindo no Seu povo para protegê-lo! Assim, os olhos do salmista não estão unicamente focados em sua história pessoal ou particular, mas na coletividade do povo de Deus, ou seja, estão voltados para a história dos israelitas. Por conseguinte, o salmista atua como um intérprete da história do povo de Deus, pois nela, e a partir dela, seus olhos foram capazes de contemplar os atos de misericórdia e graça que o Senhor lhes tem fielmente dispensado. Sim, conquanto Deus seja um Deus pessoal e íntimo em relação a todo aquele que nele crê, Ele jamais deixará de ser um Deus intensamente envolvido e comprometido com a coletividade daqueles que nele creem.
A. M. Cunha

sábado, 16 de fevereiro de 2019

A ARMADURA DE DEUS É COLETIVA


“Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.”
Efésios 6:10-13

De acordo com o apóstolo Paulo [...] as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas [...] [2 Coríntios 10:4]. Portanto, “nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” [Efésios 6:12]. A severidade dessa guerra requer uma armadura absolutamente capaz de fornecer, não apenas os mecanismos de ataque, como também um extraordinário arsenal de defesa e proteção para os filhos de Deus!

Não sejamos, porém, descuidados ao pensar que tal armadura foi concebida para uso exclusivamente individual. Os seguintes vocábulos e expressões, “Revesti-vos”, “poderdes ficar firmes”, “nossa luta”, “tomai”, “para que possais resistir”, “terdes vencido tudo” e “permanecer inabaláveis”, sugerem que a armadura de Deus é coletiva, portanto, foi corporativamente concebida para a proteção e municiamento de todos, e não de apenas um dos membros do Corpo de Cristo!
A. M. Cunha

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

A QUIETUDE INTERIOR É UM REFLEXO DA AÇÃO DE DEUS EM NOSSA VIDA


“Em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro”
Salmo 4:8

Deitar e dormir, eis um dos grandes desafios da presente geração adoecida pela insônia. Davi, conquanto enfrentasse muitas aflições e perseguições, sentia-se absolutamente seguro em Deus, a ponto de afirmar: “Em paz me deito e logo pego no sono”. Tal segurança, fruto de uma fé inabalável e de uma ampla confiança nos braços do Eterno, transformava o seu leito num seguro e confiante ambiente para o repouso diário. Ao afirmar “Senhor, só tu me fazes repousar seguro”, Davi, na verdade, estava declarando que seu estado de quietude interior era, essencialmente, um reflexo direto da ação de Deus em sua vida.
A. M. Cunha

ESTAR EM CRISTO É UM DIREITO DAQUELE QUE ESTÁ EM CRISTO


“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”
2 Coríntios 5:17

Ser nova criatura é um direito espiritual assegurado àquele que verdadeiramente está em Cristo! No entanto, à luz de 2 Coríntios 5:17, surge um inexorável questionamento: O que significa estar em Cristo?

Para responder a esta indagação, voltemos dois versículos e lancemos mão do que está escrito em 2 Coríntios 5:15-16, segundo o qual Cristo “morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou [...] e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo”. Notemos que, imediatamente após o versículo 16, o apóstolo continua sua abordagem com as seguintes palavras: “E, assim, se alguém está em Cristo” [2 Coríntios 5:17]. O texto, portanto, sugere haver uma importante conexão entre o que está escrito em 2 Coríntios 5:17 e em 2 Coríntios 5:15-16, de modo que os versículos 15 e 16 lançam luzes sobre o que significa “estar em Cristo”.

[1] Em primeiro lugar, estar em Cristo significa que aqueles que estão espiritualmente vivos por causa de Cristo, não devem viver para si mesmos, e sim para Cristo!

[2] Em segundo lugar, estar em Cristo significa conhecê-lo espiritualmente, e não segundo a carne. Somente os que experimentaram o novo nascimento podem de fato conhecer Cristo espiritualmente.
A. M. Cunha

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

UMA IMPORTANTE CHAVE PARA QUE NOSSAS ORAÇÕES SEJAM RESPONDIDAS


“Jesus, porém, lhes respondeu: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não somente fareis o que foi feito à figueira, mas até mesmo, se a este monte disserdes: Ergue-te e lança-te no mar, tal sucederá; e tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis”
Mateus 21:21-22

Há uma importante conexão entre a oração e a fé. O autor da Carta aos Hebreus disse: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” [Hebreus 11:6]. Quem ora, deve crer, em primeiro lugar, que Deus existe, e, em segundo lugar, que Deus é galardoador dos que o buscam. Uma importante chave para que nossas orações sejam respondidas é curvarmo-nos ao divino desejo de orar por aquilo que corresponda exatamente ao que Deus deseja nos galardoar! Se o nosso coração for achado assim, imerso em tal fé, tudo o quanto pedirmos em oração, crendo, receberemos!
A. M. Cunha